“… 06 de Maio — Meu Dia Nacional da Matemática …”

 Feliz dia Nacional da Matemática!


Este é mais um dia como outros tantos na nossa vida. De forma geral, em um dia normal nós pensamos sobre inúmeras coisas, sentimos incontáveis outras e fazemos o incomensurável. Vale salientar que não necessariamente nessa ordem, ou sempre da mesma forma e algo nos leva a crer que a Matemática está dentro e fora de nós.

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Quando nos detemos sobre um pensamento, uma nova ideia ou algo que nos inquieta, surge algo que a maioria das pessoas não se dá conta, o infinito. Em outras palavras se pudéssemos visualizar a quantidade de pensamentos, que vão e vem, que se alternam, que cedem a vez para os novos que surgem sem parar, a cada instante, então talvez pudéssemos contá-los. Será que é possível nos separar de nossos pensamentos e observá-los, ou quantificá-los, nem que seja por um breve segundo? Será que é possível somar ou subtrair pensamentos? Será que para cada pensamento existe um pensamento contrário de mesma intensidade, sobre o mesmo assunto e que seja capaz de neutralizar o primeiro? Parece estranho, mas as ideologias políticas as dialéticas, são exemplos práticos de pensamentos sistematicamente organizados e que algumas pessoas acreditam cegamente. Caso haja alguma figura que eu possa associar a essa ideia, eu escolheria uma entre tantas que o artista holandês Escher (1898 – 1972) utilizou para expressar algo que não tem início nem fim.

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É curioso e desconsertante quando ao observar a Mona Liza, ela também observa atentamente seu espectador, por mais que este tente fugir do seu olhar. De forma análoga se nós tentarmos observar nossos sentimentos sem nunca os perder de vista, mesmo que este nunca perdure alguns instantes, veremos o quanto são múltiplos e incontáveis. Quando estamos felizes por algum motivo e naquele exato instante, há um turbilhão de sentimentos rodopiando e se alternando sem parar, ou seja, quanta alegria! Se pudermos enumerar cada um sobre uma linha reta imaginária partindo do zero, então esta reta também se estenderia ao infinito. Porem isso implica que para o outro lado da reta colocaríamos os sentimentos contrários, pois não podemos esquecê-los. Em algum outro instante nos sentiremos tristes e talvez com sentimentos diametralmente opostos ao do instante anterior. Afinal de conta, faz parte! Um exemplo prático são os times de futebol, as religiões, os encantos e desencantos amorosos. Finalmente alegrias e tristezas.

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Ao partirmos para a esfera das ações humanas, existe muito a ser observado e entendido. Podemos separar em conjuntos, ou seja, aquelas que acontecem mecânica e instintivamente. Há aquelas que são motivadas por pensamentos, enquanto outras por sentimentos e por fim aquelas que parece estar na intersecção dos demais. Se observarmos atentamente nosso coração bate independente de nossos pensamentos, sentimentos ou atitudes. Porém esses podem interferir diretamente no seu ritmo. Nossas ações são diretamente influenciadas pelos pensamentos e sentimentos, que como vimos são incontáveis. Todavia o fato de serem incontáveis não implica dizer que sejam incontroláveis. Para ter controle desta máquina é preciso equacionar e equilibrar algebricamente todos esses valores que levamos dentro de nós. No fundo, e bem lá dentro de nós somos todos “Matemáticos”, pois a cada passo que damos na linha da vida temos de refazer nossos cálculos. À medida que nossos valores vão se ampliando nossa “aritmética interior” precisa ser retrabalhada, reconstruída, pois há valores que são imutáveis, porem existem aqueles que precisam ser subtraídos, para o novo possa surgir.

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Por fim ainda nos resta imaginar uma forma geométrica para representar pensamentos e sentimentos. Poderíamos pensar em quadrados, círculos, cubos, esferas, pseudoesferas, espirais, fractais ou objetos de n dimensões? Acho sinceramente que isso não importa tanto, pois as possibilidades são infinitas e em algum momento as nossas atitudes irão cristalizar a forma geométrica daquilo que pensamos e sentimos.

Silas Fernandes


Feliz dia Nacional da Matemática! 

Este dia é dedicado ao Grande Mestre e Professor Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan), nascido em 06 de maio de 1895, no Rio de Janeiro. Ao longo de seus 79 anos ele publicou 120 livros, sendo 51 voltados à Matemática. “O homem que calculava”, tornou-se um best-seller que até hoje atrai as novas gerações.


Para se Divertir e Compartilhar!

camelo          livro


Referências

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About Silas Fernandes

Possui formação em Matemática e Novas Tecnologias. É Prof. da rede pública do Estado da Bahia. Administra o Blog TeMatemática, no qual compartilha suas inquietudes e vivências sobre o ensino e aprendizagem da Matemática.

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